Eai gata(o)! Ce tá bem no dia de hoje?

Para dar início às matérias do Projeto DamnedGirls (se tu ainda não sabe do que se trata, clica aí no link! tá tendo sorteio!!!!), trarei à tona um debate que está cada vez mais ganhando destaque na mídia, afinal, não está dando pra fugir: a mulherada tá problematizando meeeesmo, e tá caindo em cima meeeesmo.
Para você que, apesar do título, ainda não compreendeu muito bem o que será tratado aqui, lá vai: vou conversar contigo sobre o papel que as personagens femininas têm na mídia, como sua relevância para a estória e relação com os outros personagens.
Acredito que uma boa forma de começar falando sobre isso, é citar o Bechdel Test. Esse teste leva o nome da cartunista Alison Bechdel, que em 1985 popularizou o conceito a partir de uma personagem da HQ Dykes to Watch Out For que, aparentemente, expressou a ideia. Ele foi posto em prática com a intenção de analisar o papel feminino nas mídias (inicialmente em filmes, mas hoje parece ser utilizado também para livros, HQs e etc), mas como ele faz isso?
É bem simples. Só tem que responder três perguntas:

1. Existem ao menos duas mulheres na estória?
2. Que conversam entre si?
3. Sobre assuntos que não são relacionados a homens?

Em outras palavras, se na obra de ficção em questão não houverem pelo menos duas mulheres que conversem entre si sobre algo que não seja um homem - e, em algumas vezes, ainda existe a exigência de que as personagens tenham nomes -, ela não passa no teste, pois dá total destaque apenas ao personagem masculino, causando apagamento da força e da relevância feminina.
Durante algumas pesquisas, me surpreendi com alguns filmes que não passaram no teste, pois eu nunca havia posto em questão esses critérios. Acho que talvez tu também se surpreenda: