Hoje tô aqui para apresentar uma proposta diferente: os contos do livro Fantasmas do Século XX, escrito por Joe Hill.

Quem me conhece, ou ao menos se deu ao trabalho de ler o "sobre mim" ali do ladinho, já sabe que o cara é um dos meus escritores favoritos, e esse livro foi o primeiro contato que eu tive com ele. O li quando tinha uns 14/15 anos e, até hoje, alguns dos contos continuam na minha mente, então a minha ideia é postar alguns deles aqui para quem se interessar em conhecer o livro/o autor.

O de hoje chama-se Pop Art, que é, definitivamente, o MELHOR conto  no qual já parei meus olhos. Conheço a estória de cabo a rabo, já a li por inteira diversas vezes e me emocionei em todas.

"Mas Tisa, sobre o que é Pop Art?"
Então, é uma estória realmente encantadora sobre um menino-balão. Literalmente. Ele é feito de plástico e cheio de ar. Mas não se deixe levar por essa característica em particular, ela é só um complemento ao drama extremamente comovente que virá pela frente. É o tipo de conto que te faz refletir.

"Mas Tisa, isso é impossível!!!!"
É claro, nessa nossa realidade limitada realmente é impossível, mas a trama não foca muito nessa doença do menino. Ao meu ver, tal característica serve mais de metáfora, pois é uma estória extremamente dramática, tanto que se tu não estiver chorando ao final dela provavelmente é algum tipo de psicopata.

"Eu não gosto de terror :( Tenho medo :( Não vou ler :("
Pode ler sem problema algum, amiguinha(o). Juro que não tem fantasmas nem nada sobrenatural que vá te fazer ter pesadelos com monstros e acordar suando frio. Eu considero a estória como um terror psicológico, pois ela realmente mexeu profundamente comigo (ou seja, me deixou na bad), mas para ser bem sincera contigo: não me aterrorizou, então pode ser considerada só drama mesmo, se preferir.

Não é um conto curtinho, mas também não é longo demais, dá para você ler em alguns minutos.
Ah, também é legal saber que existe um curta inspirado nesse conto, e eu vou disponibilizar ele para ti bem no final desse post, ou seja: se estiver com preguiça de ler o conto, mas ainda assim quiser assistir o curta, é só deslizar a barra de rolagem até o final do post. Serão dois vídeos que, juntos, somam cerca de 16 minutos, o áudio é em inglês e as legendas em espanhol, mas não precisa se preocupar não pois dá para entender tudo direitinho.

Vamos lá então!




E ai, gente, tudo de boa?
Hoje é o dia do livro que recebi da TAG - Experiências Literárias, que, para quem não sabe/não se lembra, é um grupo do qual sou associada e, todo mês, eles me enviam um livro surpresa. Se tu quiser saber mais clica AQUI.

Na foto acima está parte do kit do mês, com a revista sobre o curador, o livro, além de umas informações super legais sobre literatura africana, e também o marcador de página e a caixinha colecionável. Na foto aqui do ladinho está o mimo que veio com o kit. Acho que, até agora (dentre os meses que sou associada, claro), esse foi o melhor presentinho que já enviaram. Adoro caderninhos e lápis! hahaha
Achei a experiência desse mês bem interessante pois realmente fugiu da minha zona de conforto, e a maior prova disso é que li o meu primeiro livro genuinamente africano! Ok que eu já havia lido antes livros de outros autores nascidos na África, como o Tolkien, ou então estórias que se passavam lá, mas foi minha primeira experiência com o conjunto de autor africano E estória na África, pois geralmente essas características sempre estavam separadas.
Ah, e isso sem falar da forma que o enredo é levado: totalmente diferente do que eu costumo ler.
Eu até já havia começado a escrever uma pseudo-sinopse, mas aí lembrei que no skoob já tem uma prontinha, então toma aí:

Sucesso de público e crítica - foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.